Cartas do Litoral
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Tempo & Silêncio

O silêncio de Garopaba em agosto

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Agosto em Garopaba é para quem sabe esperar. As ruas vazias têm uma qualidade diferente — não de abandono, mas de descanso. A cidade respira após a intensidade do verão, recolhendo-se em si mesma, como alguém que finalmente encontra um momento de paz no fim do dia.

O vento sul traz um frio cortante, mas também limpa o céu, deixando o azul mais intenso que já vi. As praias, agora extensas faixas de areia intocada, são um convite à introspecção. Caminhar pela orla do Siriú sem cruzar com outra pessoa é uma experiência que nos devolve o nosso próprio tamanho diante do oceano.

As baleias-francas costumam visitar estas águas nesta época do ano. Fiquei horas sentada nas pedras, esperando por um esguicho d'água no horizonte. Há uma lição silenciosa na paciência de quem espera por um gigante do mar.

Esta carta vai com um pouco da brisa gelada e muito do calor do café que me acompanha nas manhãs de agosto. Que o silêncio também encontre espaço nos seus dias.

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