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Santo Antônio de Lisboa: o bairro açoriano que se salvou com ostras

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Santo Antônio de Lisboa fica no noroeste da Ilha de Santa Catarina, com a frente voltada para a Baía Norte e o continente do outro lado da água. As ruas são de paralelepípedo. As casas têm a arquitetura colonial dos colonizadores açorianos que chegaram em 1748 e fizeram daqui uma freguesia em 1750, por ordem de Dom João V de Portugal. O nome atual, homenagem ao santo casamenteiro, veio só em 1948, duzentos anos depois.

Na entrada do bairro, um painel de azulejos azul e branco resume essa história em poucas linhas. É o tipo de coisa que a maioria das pessoas passa sem parar. Vale parar.

A Igreja Nossa Senhora das Necessidades fica no alto, com vista para a baía. Nos fins de semana, o mercado de artesanato Alfaias toma as ruas próximas. Restaurantes com cardápios escritos em quadro-negro extravasam para as calçadas. E em quase todo letreiro de restaurante à beira-mar, há uma ostra.

Nos anos 1980, Santo Antônio de Lisboa estava em declínio. O porto tinha perdido relevância, as águas estavam sobrepescadas, os negócios fechando. O lugar que havia sido um dos pontos centrais da ilha vivia às margens do que a cidade estava se tornando.

Foi quando uma intervenção mudou o rumo do lugar. Pesquisadores identificaram nas enseadas entre a ilha e o continente condições propícias para a criação de ostras. O que começou como experimento virou indústria. As famílias voltaram. Os restaurantes abriram. E o bairro que estava perdendo gente passou a atrair quem queria comer bem à beira da baía.

No inverno, Santo Antônio de Lisboa tem um ritmo diferente da alta temporada. O movimento turístico diminui. As mesas à beira da baía ficam com espaço. O pôr do sol sobre o continente, visto daqui, é longo e tranquilo.

O inverno no litoral catarinense também tem o veranico, períodos de dias claros e quentes que aparecem no meio do frio, sem avisar. Em Santo Antônio de Lisboa, um veranico de tarde significa mesa do lado de fora, ostra gelada e a baía completamente quieta. Quando acontece, não parece inverno. É um lugar que pede tarde, não roteiro.

Perguntas frequentes

Como chegar em Santo Antônio de Lisboa?

De carro é o mais direto, cerca de 20 minutos do centro de Florianópolis. Há linhas de ônibus, mas o tempo de trajeto varia bastante dependendo do horário. O bairro tem estacionamento nas ruas próximas à orla.

O que comer em Santo Antônio de Lisboa?

Ostras são o prato central, cultivadas localmente nas enseadas da Baía Norte. A maioria dos restaurantes à beira-mar serve ostras frescas, mexilhões e outros frutos do mar da região.

Quando é melhor visitar Santo Antônio de Lisboa?

O bairro funciona bem em qualquer época do ano. No inverno tem menos movimento e mais tranquilidade. Nos fins de semana o mercado de artesanato Alfaias ocupa as ruas próximas à igreja. Vale considerar na hora de planejar.

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